Hudson Cunha
O Programa Minha Casa Minha Vida foi criado por Lula, em 2009, e considerado pela ONU um exemplo para o mundo. E assegurou a distribuição de residências próprias - casa ou apartamento próprio - para famílias com renda até 1,8 mil reais e facilitava as condições de acesso ao imóvel para famílias com renda até de 9 mil.
A Caixa Econômica Federal, em 2018, informou que 14,7 milhões de pessoas compraram um imóvel com o programa (7% da população brasileira).
Em 2017, após o golpe de 2016 que afastou Dilma Rousseff, o desgoverno golpista Temer reduziu o atendimentos das faixas salarias mais baixas que seriam atendidas e ainda alterou interpretação de cláusulas dos contratos do Minha Casa Minha Vida prejudicando milhões de adquirentes do imóvel próprio com elevação de saldo devedor e das prestações. Outro golpe agora contra o povo.
No entanto, a piora do programa continuaria no Desgoverno Bolsonaro, que, num primeiro momento, travou o ritmo do Programa MCMV. E a partir de 12 de janeiro de 2021, com a Lei n.° 14.118, o Desgoverno quis dar a entender que extinguia o PMCM, quando na realidade mantinha e só substituia o nome do programa petista com a nova denominação "Casa Verde e Amarela".
Na oportunidade, também, demagogicamente dizia que ia reformular e ampliar o programa.
Na lei orçamentária para 2022, havia a previsão de dotação de R$ 665,1 milhões para o programa que não seria aplicada.
No entanto, para atender a sanha do orçamento secreto, em pleno período eleitoral, Bolsonaro sequestrou aproximadamente 95% da verba do programa habitacional, que difilmente retornará ao programa, restaram disponíveis até dezembro de 2022 para o programa somente R$ 34,1 milhões.
Ou, seja a Tchutchuka priorizou os deputados do Centrão pelo orçamento secreto e praticamente continuou o processo de destruição das possibilidades de obtenção da casa ou apartamento próprio pelo povo brasileiro.
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