quinta-feira, 24 de junho de 2021

CULTURA E POLÍTICA NO BRASIL ATUAL

Livro: *CULTURA E POLÍTICA NO BRASIL ATUAL*
Organizadores: Antônio Albino Canelas Rubim e Márcio Tavares
Editora: Fundação Perseu Abramo
1ª edição, 2021–
Páginas: 551
*E-book grátis*


Queres ter uma noção sobre quase todo o contexto politico-cultural no Brasil hoje numa visita que compreenda, como resumiu o professor Albino Rubim: "a onipresente pandemia, as guerras culturais, as políticas culturais, a gestão da cultura, financiamento da cutlura, a questão das artes, a questão do patrimônio,  museus, universidades, culturas e periferias, ativismos artisticos e culturais, culturas identitárias e a comunicaçao"? Eis a obra que almejas.

Trata-se de mais uma obra coletiva proporcionada pela Secretária Nacional de Cultura do Partido dos Trabalhadores - PT e pela Fundação Perseu Abramo – FPA: CULTURA E POLÍTICA NO BRASIL ATUAL, redigida por agitadores culturais e por pesquisadores, serve para dar uma compreensão da realidade política e cultural no Brasil, pós golpe de 2016 e a contemporânea, sendo que alguns artigos reportam à evolução buscando raízes histórica de longa data.

Esta obra foi lançada no dia 21 de maio de 2021, pela Fundação Perseu Abramo e pela Secretaria Nacional de Cultura do PT, a deputada Benedita da Silva faz a apresentação, tem 21 autores, 2 deles, foram os organizadores, além de serem também autores de artigos do livro: o professor Antônio Albino Rubim e Márcio Tavares, este último o atual Secretário Nacional de Cultura do Partido dos Trabalhadores – PT.

  Os autores demais autores são os seguintes: Sergio Mamberti, Miguel Jost, Venício Lima, Valter Pomar, Celi Pinto, Leandro Coling, Marcio Meira, João Carneiro, Márcia Sant’Anna, Lia Calebre, Cristine Ramirez, Tony Teófilo, Eliane Costa, Jackson Raimundo, Gaudencio Fideles, Carlos Paiva Neto. 

O professor Antônio Rubim observou, também, no lançamento do livro, que esta coletânea possui duas lacunas, embora no interior do livro, só falem em uma, são:  a cultura afro-brasileira e o audiovisual. Este último um setor muito perseguido pelo atual governo de direita.

Não é uma simples obra a mais sobre cultura e política, dado que -  além de se colocar com destaque no debate o tema cultura, as vezes relegado,  e de nos fornecer vocabulário e visão dos diversos segmentos culturais – há uma construção dialética desta obra que visa se inserir e incentivar a inserção no engajamento com compromisso político com a reflexão sobre as relações entre a cultura e a política contemporâneas e na contribuição para a construção de um Brasil mais justo, democrático, soberano, livre e criativo, logicamente que se trata de uma munição para o combate contra os obscurantistas fascistas e, também, evangelismo pentecostal que hoje infelicitam a realidade cultural e política brasileira.

Dada a multiplicidade de temas abordados, sempre encontramos novidades que nos fornecem novas perspectivas criativas e ainda nos comunica elementos para um posicionamento político mais consentâneo com a necessidade de cada setor da cultura.

Assim, nossos posicionamentos e capacidade de luta político-cultural são aprofundados, desde a apresentação de Benedita da Silva, que observa que para conhecer a cultura é preciso desbravar as diversas manifestações culturais expressas pelo Brasil, defendê-las e proteger a nossa cultura regional e lutar por nossos direitos culturais, nosso patrimônio histórico e afirmar a cada passo e se posicionar para a construção da sociedade. Detalhadamente a companheira Bené expressa lá no livro, lerás, e, conclui: “Sim. Nós podemos transformar o mundo que vivemos, podemos garantir a soberania como nação, pois cultura é o que somos. Cultura é vida”.

  No prefácio, os organizadores da obra analisam os efeitos da pandemia, sem deixar de referir a união dela com pandemônio que é o (des)governo Bolsonaro, unidade que combina uma série de crises: econômica (anterior à pandemia), com a tentativa de implantar um (ultra)neoliberalismo, que destrói direitos e não produz nenhum desenvolvimento ambiental. (...). E, apontam, também, com acerto: “A combinação entre pandemia e pandemônio impõe um cenário de grande complexidade, que exige uma atuação política resiliente, persistente e imaginativa, propondo modos de luta e programas de atuação capazes de enfrentar e superar a gravidade da situação atual.”

Terminamos. Preferimos não resumir aqui cada uma das matérias, pois, se o fizéssemos, sem dúvida, tiraria a surpresa, o prazer e a evolução prevista que terias, como foi certamente a pretensão de cada um dos autores, sejam eles ativistas ou pesquisadores.

  Leia, tenho certeza, terás uma boa leitura.

Poderás baixar esta obra gratuitamente (e-book), no site da Fundação Perseu Abramo, no seguinte endereço eletrônico:  https://fpabramo.org.br/publicacoes/estante/cultura-e-politica-no-brasil/ 


quinta-feira, 3 de junho de 2021

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA: A VERDADE VENCERÁ O povo sabe por que me condenam

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        Lula, próximo a sua prisão, nos dias 7, 15 e 28 de fevereiro de 2018, concedeu três rodadas de entrevista aos jornalistas Juca Kfouri e Maria Inês Nassif, ao professor de relações internacionais Gilberto Maringoni e à editora da Boitempo Ivana Jinkings, quando, com sua fluência e objetividade, expôs, no contexto da história brasileira, a trajetória política  pessoal e dos governos petistas e acusou a perseguição judiciária (lawfare) que sofria, com a expressa certeza de que mais cedo ou mais tarde a verdadeira versão dos fatos prevaleceria. 

                        De fato, Lula prenunciava a possibilidade de sua prisão. Prisão esta que durou 580 dias, sendo que ocorreu, em 7 de abril de 2018, somente 37 dias após estas entrevistas. Eis que sua prisão aconteceu após o discurso histórico de Lula proferido no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema.
            Lula por Lula, assim definem os editores, a maior parte do conteúdo do livro-entrevista, pois Lula descreve fatos relacionados com a sua vida sindical, com a criação e desenvolvimento do PT, suas atitudes nas campanhas políticas em que se envolveu, as suas gestões como presidente, suas propostas e as do PT no quadro partidário e na realidade brasileira, denunciando o golpe de 2015, bem como as perspectivas futuras.
            A obra com uma apresentação singela Luiz Felipe Alencastro, nota de Ivana Jinkings, prólogo de Luiz Fernando Veríssimo, prefácio de Luiz Felipe Miguel, foi organizada por Ivana Jinkings, com a colaboração de Gilberto Maringoni, Juca Kfouri e Maria Inês Nassif, contém ainda artigos de Eric Nepomuceno – Lula: anotações para um perfil - e de Rafael Valim, sob o título: O caso Lula e o fracasso da Justiça brasileira. O livro contou com a colaboração do jornalista Mauro Lopes, que cuidou da edição, e, ainda,  há várias fotos, inclusive muitas do fotógrafo Ricardo Stuckert.
            Em sua segunda edição, esta obra traz acréscimos em relação à primeira edição, tem mais 12 perguntas respondidas por Lula, no segundo semestre de 2019, seu discurso no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, uma carta de Lula que foi lida na abertura da Feira São Paulo do Livro Político de 2019, bem como seu discurso em 9 de novembro de 2019, após ser solto, em 9 de novembro de 2019. E ainda ,  apresenta uma cronologia da vida de Lula  elaborada pelo jornalista e Camilo Vannuchi,  .
            Um livro que se destacou entre os mais vendidos por diversos meses e em termos de traduções e simultâneos lançamentos no exterior, em inglês, espanhol, francês e italiano.
            Trata-se, sem dúvida, de uma das obras mais importantes da história do Partido dos Trabalhadores, que merece ser lida detidamente por toda militância petistas, onde encontram diversas análises e detalhamento dos bastidores políticos durante os governos Lula e Dilma, que analisados criticamente poderão contribuir para o futuro auspicioso do Partido do Trabalhadores e do Brasil.

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ZÉ DIRCEU: MEMÓRIAS. Volume I : UMA LEITURA ESSENCIAL


A autobiografia de José Dirceu de Oliveira, Zé Dirceu: Memórias volume I, publicada em 2018, pela Editora Geração, mas ainda atual, é uma leitura recomendada para a militância petista e para quem queira analisar esta interpretação da política brasileira nos últimos 50 anos. 
A posição protagonista na vida partidária petista e na cena política brasileira assumida por Zé Dirceu e sua prodigiosa memória asseguram uma obra com conteúdo analítico, descritivo e didático das atitudes foram tomadas perante os impasses políticos. E a isto acrescenta o estilo claro e direto da redação de Zé Dirceu. 
Neste livro, Zé Dirceu apresenta uma retrospectiva dos fatos importantes em sua vida política no contexto da política brasileira. Mas, embora a leitura de todo livro seja proveitosa, recomendamos maior atenção crítica da militância petista ao que há a partir do capítulo 13, onde ele aborda os bons e os maus momentos, erros e acertos, defrontados pelo PT desde a fundação, contextualiza cada acontecimento político e expõe revelações que, em grande parte, são novidades para muitos, inclusive para alguns militantes do PT, principalmente ao abordar as mudanças na direção do PT, a oposição aos governos de Sarney, a luta pelo impeachment de Collor e as atitudes perante o governos FHC e de Itamar Franco, bem como durante os governos Lula e Dilma. 
Devido a importância de Zé Dirceu na construção. expansão e na interiorização do PT, na eleição de Lula, nos feitos do Governo Lula e na luta política brasileira em geral; as classes dominantes buscaram desenvolver um lawfare contra ele, o que ficará esclarecido, como ele declarou no volume 2 desta obra, mas já neste primeiro volume apresenta muito dos passos da direita no sentido de criminalizar o PT, seus líderes e sua proposta política.
A Amazon ainda possui exemplares deste desta obra de 598 páginas substanciais e com fotos históricas, que pode ser obtida na Amazon, versão escrita e versão Kindle,  nos seguintes  seguintes endereços eletrônicos:

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quarta-feira, 2 de junho de 2021

A CLASSE OPERÁRIA TEM DOIS SEXOS: TRABALHO, DOMINAÇÃO E RESISSTÊNCIA, DE ELISABETH SOUZA-LOBO GARCIA

 OLÁ  COMPANHEIRADA, HOJE O EBOOK É GRÁTIS

"Precioso resgate daquela que foi uma das pioneiras no Brasil dos estudos de gênero. Sua obra armou a militância, em especial, as operárias do ABC para a épica batalha pelo reconhecimento das diferenças de pautas no movimento sindical" (Monica Lúciarf -do PTDF).



   É para aqueles que VENHAM AGITAR e demais amantes da ótima literatura política.

Hoje apresentaremos uma das obras de Elisabeth Souza-Lobo Garcia, o livro A CLASSE OPERÁRIA TEM DOIS SEXOS: trabalho, dominação e resistência, cuja publicação de sua terceira edição ocorre neste ano de 2021, numa parceria entre Editora Expressão Popular e a Fundação Perseu Abramo.

    Trata-se de obra indispensável para a compreensão da evolução da sociologia do trabalho, da metodologia utilizada e sugeridas na abordagem das condições de opressão e exploração das mulheres vigentes em algumas fábricas do ABC entre cinquenta e trinta anos atrás e das perspectivas da luta social feminista de então.

        O título A CLASSE OPERÁRIA TEM DOIS SEXOS e subtítulo:  trabalho, dominação e resistência são bastantes sugestivos e mostram abrangência e pontos centrais enfocados nos artigos da doutora em sociologia do trabalho, professora universitária e militante petista tragicamente falecida em 1991.

      O livro tem uma chamada crítica de capa de Marilena Chauí, uma nota editorial conjunta da Editora Perseu Abramo e da Editora Expressão Popular, uma pequena biografia da autora, o prefácio da 2ª Edição, de Leila Blas, Helena Hirata e de Vera Soares, datada de 2010, e, por fim, uma apresentação de Helena Hirata, esta datada de 1991. E parte dos artigos foram traduzidos por Noêmia Arantes e por Marco Aurélio Garcia, que era o marido de Elisabeth.  

         Como esclarecido no interior da obra, a situação defrontada pela mulher na fábrica e na sociedade deve ser metodologicamente estudada, afinal operário não é operária, há diferenças, há relações hierarquizadas entre os gêneros, a mulher é mais oprimida e super explorada, situações que reproduzem a partir de uma estrutura de classe e dominação existente na sociedade.

       E os artigos, alguns em estudo conjunto com outros pensadores dos temas, reafirmam necessidade de o feminismo estudar a sua estratégia na luta pela emancipação e pela igualdade.

    Os artigos de Elizabeth Souza-Lobo Garcia foram produzidos entre 1982 e 1991, e, apresentados em três blocos principais, o primeiro, Práticas e Discursos das operárias, processos de trabalho e lutas sindicais no Brasil. Os anos 1970 a 1990.   O segundo, o gênero no trabalho, perspectivas teóricas e metodológicas. E, por fim, no terceiro bloco, Movimentos Sociais de mulheres: igualdade e diferenças.

         Assim, os artigos – como observam os coeditores – abordam três grandes temas: 1) estudos sobre a sociologia do trabalho, 2) reflexões sobre questões metodológicas e 3) análise sobre as mulheres nos movimentos sociais.

       Como observou Marilena Chauí ao final de sua chamada inicial: “Diante de nós, descortina-se o campo simbólico de representações no qual construímos o feminino e o masculino em suas múltiplas relações, da sexualidade ao poder. É isto que faz este livro não simplesmente atual, mas uma contribuição duradoura para os que, como Beth Lobo, estão empenhados na emancipação de homens e mulheres.”

      Sim, dizemos nós, esta obra, sem dúvida, além de lançar luz para se constatar a evolução histórica ocorrida durante e após a elaboração de Elisabeth, tem papel importante na definição dos rumos dos estudos, dos enfrentamentos e da superação destes temas e conflitos.

       É, portanto, um livro destinado não só aos estudiosos dos temas abordados, mas também para a combativa militância dos movimentos sociais que possui uma perspectiva de conquista da igualdade emancipatória. Com certeza, após esta obra, estaremos mais aptos para agitar, por isto, o canal VENHAM AGITAR recomenda a leitura desta obra, que pode ser baixada gratuitamente no site da FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO e cujo link se encontra abaixo:

https://fpabramo.org.br/publicacoes/estante/a-classe-operaria-tem-dois-sexos-trabalho-dominacao-e-resistencia/